Social Icons

Featured Posts

8 de abril de 2015

A história da mineração no Tapajós...

Uma palhinha do meu novo "escrito" sobre a mineração no Tapajós:

"Na historia do Brasil, as informações sobre o Pará como produtor de ouro ou de outro minério são descritas na Carta Régia de 1603, embora a garimpagem de ouro tenha iniciado em Minas Gerais[1].
                   Existem indícios históricos de que o descobridor de ouro no Tapajós tenha sido o minerador paulista João de Souza Azevedo3, que desceu em 1746/1747, a partir do rio Preto (dos Arinos e, posteriormente, Teles Pires) até Santarém, onde foi preso por ordem do padre Manoel dos Santos, por desobedecer às ordens da Coroa portuguesa (atos régios de 18 de Agosto de 1730, 31 de Maio de 1737, 24 de Maio de 1740). Na sua viagem “achou outra mina no riacho Três-barras, afluente do Tapajós, e descendo por este em 1747 até a sua foz, com trinta e cinco dias de viagem passou ao Pará, participou a descoberta de sua navegação ao Governador do Estado Francisco Pedro de Mendonça Gurjão, que também a comunicou à Corte3.
                   Outras notas dão conta de que o minerador Leonardo de Oliveira, em agosto de 1742, saiu do Mato Grosso e após quatro meses chegou à boca do rio Tapajós, embora sem entrar em maiores detalhes3.
                   Também é relatado que “A riqueza do subsolo, como em todas as partes do Novo Mundo, tentara também o colono da Amazônia. Era natural. Se, pelo lendário circulante, era no coração da floresta o país encantado do Dourado, das grossas minas de Manoa! Se todos quantos a descreviam, desmediam-se em referências à existência de minérios preciosos! ... Em 1755, falou-se em prata no Tapajós, veios de que o desembargador João da Cruz Diniz Pinheiro tomara posse para a Coroa. As pedras, para amostra, examinadas em Lisboa, representavam mais um desengano.[2]

Espero terminar a tempo de entregar a obra no festejo do Dia do Geólogo (30 de maio).


Esta Casa continua Uma Vergonha!

Quer dizer que a Casa da Noca resolveu debater o prêmio concedido pela API - Associação dos Profissionais da Imprensa de Itaituba - para a prefeita Eliene Nunes?
E também a suspensão de doação de cimento pela ITACIMPASA ao município?
E a "compra" de um premio de melhor do ano por outro vereador?

Ora isto é ter nada importante pra discutir.

É claro que nós temos que ouvir o que eles querem falar na tribuna, sem chiar nem reclamar, como me disse um dito vereador.

Mas posso propor alguns assuntos "irrelevantes" como: o estado infraestrutural das ruas da cidade, o resultado da greve municipal da educação, o caos causado no desabastecimento de produtos hortifrutigranjeiros em virtude do péssimo estado das estradas federais, os assuntos que serão levados para a reunião da Assembleia Legislativa itinerante, a fonte da Sonda que um governo municipal secou, o abastecimento de água na cidade, a feira permanente no porto da balsa, os assuntos a serem tratados na reunião do PPA...enfim, nada de "catiguria" pra essa "tchurma" atual.

AMUT em Vitória do Xingu

A próxima reunião da AMUT - Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica e Santarém/Cuiabá e Região Oeste do Pará será realizada em Vitória do Xingu nesta sexta-feira, dia 10 de abril.


A pauta é tratar de assuntos relacionados à melhoria da região.

*******************************************************************************

Sugestão do blog:
  • Decretar estado de calamidade pública nos acessos das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá;
  • Exigir do governo federal o cumprimento das propostas legislativas na região;
  • Marcar presença nas audiências do PPA para trazer para os municípios a igualdade de tratamento financeiro nos investimentos, que só se concentram na região metropolitana de Belém.

********************************************************************

Trilhas do Tapajós

Em prévia da comemoração pelo dia do Meio Ambiente, a SEMMA - Secretaria Municipal de Meio Ambiente - lançou neste dia 06/04/2015 o edital ´para seleção de artigos que farão aprte do livro "Trilhas do Tapajós - Perspectivas Sócio ambientais para a sustentabilidade".
O prazo para submissão dos artigos encerra em 16/04/2015.
O edital poderá ser acessado neste link.

7 de abril de 2015

O Melhor de Itaituba

No último sábado, no Baile da Imprensa, o Blog do Júnior Ribeiro foi agraciado com o título de "Melhor Blog de Notícias de Itaituba".
Merecidíssimo!

A carga continua...

O Blog de Evandro Corrêa continua sua carga contra Valmir Climaco.

Hoje postou em O Liberal (e foi reproduzido no Blog do Jeso), que climacoa "Associação dos Filhos de Itaituba - ASFITA, protocolou na sexta-feira, 4, no Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, TCM-PA, uma denúncia formal contra o ex-prefeito do município, Wlamir Climaco de Aguiar [foto], do PMDB.
Na denúncia, a associação afirma que no período entre 2010 a 2012, o ex-prefeito realizou processo licitatório para a construção da Escola Municipal César Almeida, situado no distrito de Moraes de Almeida."
 Se não é mandado por alguém pra fazer isso, deve ter outras razões pessoais para abrir a carga de brigada ligeira contra o ex-gestor.

4 de abril de 2015

A Imprensa que imprensa e brilha

 
Hoje, sábado de Aleluia, estará sendo realizado o Baile da Imprensa.

Um evento que vai premiar os melhores do rádio e televisão em Itaituba.

Também vai reconhecer, entre os empreendedores, quais aqueles que se destacaram, mas os astros e as estrelas serão os "da imprensa".


Serão agraciados estes poucos, dentre os muitos, que frequentam com desenvoltura tanto o Palácio do Governo como os bares da periferia.
Será homenageado o mais recôndito membro do rádio e/ou da televisão, que integra uma equipe de apoio, sempre na surdina.
Serão estrelas os que conseguem fazer falar tanto os chefes de governo como os meliantes, temidos ou não.
Àqueles que, com música ou palavra, com imagem ou pesquisa, com mão de ferro ou coração fraco, com sutileza ou ironia tem nos transmitido a vida como ela é.
Serão homenageados àqueles que conseguem transmitir ação, entusiasmo, tristeza, alegria, emoção aos quatro cantos deste rincão, de qualquer forma, seja  escrevendo, falando ou simplesmente lendo uma mensagem...
Serão homenageados àqueles que conseguem transmitir, com as imagens captadas, uma visão além do olhar comum.
Falarão daqueles que usam as palavras nas imagens e montam um cenário.

Serão homenageado àqueles que tendo um problema pessoal para resolver tem a obrigação principal de mostrar o lado bom e o verso malvado do dia a dia itaitubense.
Será homenageado aquele que gostaríamos de ser em frente à câmera.
Àquele que encontramos o defeito que não temos, em nossa apresentação particular. 

Também será premiado aquele que fica por trás de formulários incontáveis ou de uma simples mesa de atendimento, mostra o interesse e o entusiasmo da profissão.
Mesmo àqueles que não serão agraciados com um troféu serão também homenageados por este festejo memorável.

Todos são pessoas tão comuns quanto cada um de nós.
Todos são pessoas merecedoras de nossa admiração.


Um brinde a vocês!
Parabéns, IMPRENSA DE ITAITUBA!


2 de abril de 2015

Preocupante Desenvolvimento

Crise da indústria afeta 70% dos produtos, segundo IBGE.

A crise da indústria tem se ampliado. A produção caiu em sete a cada dez produtos pesquisados fevereiro na comparação com o mesmo mês em 2014.
O chamado índice de difusão (70,2% dos 805 itens pesquisados tiveram queda) é o maior desde 2013, quando o IBGE passou a calculá-lo. Houve retração em 24 dos 26 setores pesquisados. A indústria caiu 9,1% frente a fevereiro de 2014 - maior queda desde julho de 2009, em meio à crise global. Na comparação com janeiro, recuou 0,9%. Em 12 meses, acumula queda de 4,5%.

(Jornal Folha de São Paulo).

1 de abril de 2015

A Estranha Forma de Violência

Ultimamente temos tido, nesta cidade e, por que não dizer, na região Oeste do Pará uma sucessão de crimes violentos que deixam a população aterrorizada: assassinatos encomendados, assassinatos no/pelo trânsito, assassinatos sem causa...

Além disso, as redes sociais tem se encarregado de espalhar sucessivos casos de crimes violentas que ocorrem em outras regiões do país como se fossem daqui mesmo; tem se encarregado de fazer “selfies” mais do que atender aos necessitados; tem se encarregado de espalhar boatos sobre ações criminosas e te imputar crimes/delitos a quem não deve nem teme.

E os órgãos de segurança pública – que é função primordial do estado – não tem conseguido diminuir estes casos. Falta pessoal? Faltam equipamentos? Falta treinamento? A resposta está nas decisões que são tomadas pelos nossos representantes legislativos. Ou alguém acha e concorda que o simples fato de diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos vai reduzir os crimes, se não houver uma contrapartida fortíssima na educação?


Nada será tão simples se não conseguirmos segurar o “dedinho” que retransmite as novas e que aumenta a insegurança. 
Ou se nos preocuparmos muito mais com a educação e menos com as greves pró salário dos educadores.

30 de março de 2015

Brecha para a legalização ambiental e/ou mineral é correta?



Há muito tempo que as reclamações diversas se espraiaram para o âmbito do licenciamento ambiental/mineral municipal.
E, todos procuram que seja aberta a brecha para sacrificá-lo de vez. Se a moda pegar...
Já o chamavam antes de demorado, caro, complicado, burocrático, mas agora o termo da vez é: refratário. Ao conversar com empreendedores, servidores e consultores percebo que para a maioria o licenciamento ambiental/mineral é na verdade um porre.
Tem-se a impressão de que se o empreendedor e o próprio poder público pudessem fugir do licenciamento ambiental/mineral usando quaisquer meios que fossem possíveis, o fariam.
Se não der para escapar do licenciamento ambiental/mineral como um todo, então se tenta evitar ao menos o licenciamento ambiental estadual, a famigerada SEMA, fragmentando o empreendimento em empreendimentos menorzinhos que poderiam se encaixar no porte previsto pelas resoluções do COEMA como sendo licenciamento de âmbito municipal – prática esta que vai além dos interesses do licenciamento.
Já o município, sob a guarda dos princípios constitucionais, ainda que evite o autolicenciamento a seu modo, também fará tudo que estiver ao seu alcance para que o licenciamento de suas obras seja por ele conduzido, evitando o licenciamento ambiental/mineral estadual.
Por hora entendemos que no município tudo fica mais fácil, mais próximo, mais influenciável. E isso não é ruim. É no município que a realidade acontece. É seu, o conhecimento específico da geografia, das condições sociais e econômicas, das suas necessidades e de seus recursos. O quadro funcional técnico do Estado não está próximo o suficiente das mazelas locais. Mas há sim um lado negativo. Enquanto alguns municípios ainda vêm se adequando ao compromisso com a Lei Complementar 140/2010 e ao disposto na Resolução COEMA 116/2014, outros mais experientes e na contramão das políticas de proteção ao bem comum, talvez cansados da choradeira, vêm desmantelando suas equipes técnicas de profissionais comprometidos, na justificativa de dar mais fluidez aos processos de licenciamento ambiental. Interessante estratégia: remanejar pessoal para ver se a coisa anda, como se trocando as pessoas mudar-se-iam as normas a que estas pessoas precisam se submeter. Se a lógica é de que o licenciamento ambiental atravanca o progresso, a consequência imediata é colocar este último à frente do primeiro, invertendo o que chamaríamos genuinamente de desenvolvimento.
Enquanto as abóboras não se ajeitam, poucos percebem que o foco, tanto da administração pública como da iniciativa privada, não deveria estar no licenciamento ambiental em si. Poucos se perguntam ao final das contas para que serve o licenciamento ambiental já que este causa tantos transtornos. A lógica da ignorância desenvolvimentista vai afirmar que ele está lá, tem que ser feito e pronto. É uma exigência do governo, mais uma forma de arrecadação, mais um dos tantos entraves ao desenvolvimento. Este equívoco é de ordem intelectual e por isso indiretamente demonstra o nível de inteligência do nosso povo. 

Uma das queixas na demora do licenciamento ambiental que assola também outros tantos trâmites da administração pública municipal, estadual e federal é a famigerada burocracia. Para que tanta burocracia?

Vamos por partes...
Primeiro é preciso deixar claro aqui, que os servidores públicos, aqueles que trabalham para emitir a licença, também odeiam a burocracia tanto e possivelmente muito mais do que você.
Ninguém gosta de burocracia. Ninguém quer burocracia. Mas infelizmente o empreendedor dispõe de uma criatividade ilimitada para burlar qualquer coisa, seja vendendo a mesma terra três vezes, despejando resíduos industriais em áreas lindíssimas da natureza, captando água sem qualquer cuidado, despejando efluentes da mesma forma, comprando e vendendo madeira nativa sem qualquer controle, destruindo florestas essenciais à qualidade da água, contaminando tudo sem escrúpulos, dizendo uma coisa e fazendo outra, roubando identidades, forjando documentos, desrespeitando diretrizes e projetos, se vendendo à corrupção ou corrompendo, se apadrinhando, se comprometendo politicamente com o que é proibido por lei, se fazendo de leitão para mamar deitado, ou simplesmente posando de poderoso. Boa parte da papelama está lá hoje porque alguém como ele, algum dia e de alguma forma encontrou uma maneira de furar o esquema e tirar vantagem para si.
Afinal, para que levar tudo tão a sério? Nesse trajeto o empreendedor aprendeu a fingir, mentir e gostar de suas habilidades de malandro que compartilha nos churrascos de fins-de-semana. Ninguém não se importa mais. A consequência desta malandragem é a construção monumental daquilo que hoje se reclama, e que demora, ah se demora… A burocracia que todos temos que aguentar é em boa parte culpa da malandragem.
A administração pública, precisa primar pelo direito público e muito seria resolvido se se percebesse numa coletividade, e se incluísse nesta coletividade as plantas, os animais, o solo, a água e o ar, as pessoas que trabalham, as pessoas que compram as coisas que se vende, e as pessoas que contam com os seus serviços dependem.
Todos querem menos burocracia. Bons eram aqueles tempos em que a palavra bastava.
Hoje é preciso papel de muitos tipos e em várias vias, assinadas, carimbadas, reconhecidas, registradas, tudo isso com os nomes e os números verdadeiros e verificáveis daqueles que se responsabilizam pela informação, porque a bem da verdade bastaria o empreendedor ser responsável. Talvez, à medida que se mostra parceiro de algo muito maior que seu empreendimento, poderá a burocracia retroceder, mas acho difícil. Imagine. Por enquanto, sugiro que você faça o mesmo que eu: reconheça na burocracia a maneira (des)inteligente de fazer as coisas.
Já a outra parte da culpa de vivermos hoje com tanta burocracia talvez caiba sobre o nível educacional do povo que trabalha neste, e às vezes por este, país. Muito poderia ser simplificado se houvesse motivação e amor à pátria.

__________________________________________________________________________
Adaptado do artigo Crítica à lógica da ignorância desenvolvimentista na construção do mito da demora, de autoria de Fernando J. Soares publicado em Ecodebate.
 
Blogger Templates